A Vanessa Syrio faz um lindo trabalho no Mangue Shrine utilizando meus livros de poemas como ferramentas de desenvolvimento pessoal.
Gratidão pelo carinho com minhas obras.
A Vanessa Syrio faz um lindo trabalho no Mangue Shrine utilizando meus livros de poemas como ferramentas de desenvolvimento pessoal.
Gratidão pelo carinho com minhas obras.

Escrever poemas políticos foi como caminhar sobre um terreno cheio de vozes e silêncios. Cada verso carregava não apenas emoção, mas também responsabilidade: traduzir indignações, esperanças e contradições em palavras que pudessem tocar e provocar reflexão. Foi um exercício de coragem, porque a poesia, quando se aproxima da política, deixa de ser apenas arte e se torna também posicionamento. Ao mesmo tempo, foi libertador perceber que a poesia pode dar forma ao que muitas vezes não cabe em discursos ou debates, revelando nuances humanas dentro de temas que parecem áridos.

Após o término da escrita de um livro, surge um momento de silêncio que é, ao mesmo tempo, celebração e desafio. O próximo passo não é apenas revisar palavras, mas revisitar emoções: reler cada página com olhar crítico, lapidar frases, cortar excessos e fortalecer o que pulsa. Depois vem a etapa de compartilhar — seja com leitores beta, amigos ou profissionais — para que novas perspectivas iluminem o texto. É também hora de pensar na publicação: escolher entre editoras ou caminhos independentes, preparar capa, sinopse e estratégias de divulgação. Mais do que tudo, é o instante de transformar o manuscrito em obra viva, pronta para encontrar seu espaço no mundo.

Ler poesias é como abrir uma janela para dentro de si. Cada verso nos convida a sentir mais fundo, a enxergar o mundo com delicadeza e intensidade. A poesia não é apenas palavra escrita: é música silenciosa, é pintura feita de emoções, é memória que se eterniza no ritmo das linhas. Ao mergulhar em um poema, descobrimos que o cotidiano pode ser extraordinário e que, mesmo nos instantes mais simples, há beleza escondida esperando para ser revelada.

Como eu escrevia há 10 anos VS hoje: antes, as palavras saíam apressadas, sem filtro, como quem corre para não perder o trem. Hoje, elas caminham com calma, escolhendo cada estação, conscientes de que a viagem é tão importante quanto o destino.

A copa terminou, mas fica a poesia: os cantos que ecoaram nos estádios, os abraços que uniram desconhecidos, as lágrimas que revelaram paixões. O futebol se despede, mas a poesia permanece, bordando memórias no coração de quem viveu cada instante.

Uma vida ele perdeuSeis vidas ainda temSerá que ele aprendeuO valor que a vida tem? O que esses versos despertam em você? Eu estendi minha